INQUISIÇÃO, SIM OU NÃO?

Inquirir pessoas, em jornais ou noutros meios de comunicação, sobre questões prementes do seu quotidiano, do dia a dia dos cidadãos, sobre os seus anseios, ideias, opiniões, no fundo, um conjunto de questões e problemas da actualidade para a sua Região, são de extrema importância e utilidade, face às crescentes dificuldades e carências resultantes da crise generalizada que atravessamos e, que a todos afecta, em proporções diferentes, infelizmente, pois cada vez mais se assiste a um constante desequilíbrio social.
Os inquéritos deverão ser simples nas questões apresentadas e dirigidos a qualquer pessoa. Determinantes no conhecimento das verdadeiras necessidades e reais anseios dos inquiridos. Sobre os mais variados temas, obter-se-ão estratégias para se resolverem problemas, alcançar soluções , alterar coisas, situações, no fundo, tentar melhorar o dia a dia dos cidadãos na sua cidade, no seu Concelho, no seu Distrito; deseja-se, por isso, que possam ser a voz de quem não pode exprimir os seus anseios, as suas opiniões, os seus desejos, podendo com uma simples resposta, dar azo a um ponto de partida para uma discussão construtiva com resultados práticos. Conhecer melhor as opiniões de todos poderá ser um meio de pressão perante os organismos e entidades que gerem os interesses de todos, proporcionando talvez uma rápida resolução de inúmeros problemas de âmbito social, político, profissional, etc.. Pressupõe-se, por isso, que todos os temas inquiridos são de enorme importância e terão sempre uma análise cuidada das respostas e um possível debate (público / privado) sobre as suas conclusões e resultados práticos a implementar. Não concordo com inquéritos inúteis, que envolvam apenas quantidade de respostas para medição do rating e/ou quota-share ou meramente para valores estatísticos, cujos benefícios são insignificantes para o cidadão comum e o seu resultado prático é zero. Apenas são um mero entretenimento ou moda. Estas questões públicas quando inseridas em publicações de índole temática e projectadas para públicos específicos, destoam da generalidade dos temas nelas inseridos, pelo que a sua inserção poderá denotar faltas sucessivas de conteúdos ou, o chamados espaços mortos, que apenas servem para ocupar um lugar sem texto. São a prova cabal de publicações decadentes, completamente desactualizadas da realidade. Porque não é só com mudança de cabeçalhos ou de grafismos ou de elencos directivos que as publicações se alteram e se modernizam. A raiz fasciculada da sua base lançou há muito os seus tentáculos e espalha os seus braços fortes por todo o seu tôdo. De que serve mudar de aparência, quando internamente tudo tem que ficar como estava!
Há alguns meses atrás foi publicado num Semanário da nossa Cidade mais um inquérito à população, de entre outros, já então publicados com relativo interesse.
Desta vez o interesse perde-se no contexto e no conteúdo. Inquirir os comuns cidadãos e meus conterrâneos portalegrenses sobre um tema que em nada vem alterar ou influenciar o quotidiano portalegrense nem contribuirá, de certeza, para uma melhoria do nosso dia a dia.
Passo então a transcrever: “ Acha que Cristiano Ronaldo vai ter sucesso em Madrid?
O que é que esta questão contribui para a nossa felicidade??? Responda quem quiser… e souber!!!

João Belém
2009-08-24

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