2010/03/27

Abalo de 4,1 na escala de Richter próximo de Sousel


Portugal registou hoje um tremor de terra de 4,1 na escala de Richter, com epicentro a cerca de seis quilómetros a Leste da vila alentejana de Sousel, no distrito de Portalegre, informou o Instituto de Meteorologia (IM).

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico

14:02 Sábado, 27 de Mar de 2010

Lisboa, 27 mar (Lusa) - Portugal registou hoje um tremor de terra de 4,1 na escala de Richter, com epicentro a cerca de seis quilómetros a Leste da vila alentejana de Sousel, no distrito de Portalegre, informou o Instituto de Meteorologia (IM).

Segundo o comunicado do IM, o sismo foi registado às 13:37.

O Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora afirmou à Lusa que o sismo foi sentido em várias localidades do distrito, nomeadamente em Évora, Estremoz, Vila Viçosa, Arraiolos e Borba, não havendo até ao momento quaisquer vítimas ou danos.

In, http://www.sapo.pt

Não se esqueça de mudar a hora


A hora de Inverno chega domingo de madrugada a Portugal continental com os relógios a atrasarem 60 minutos às 02:00, proporcionando mais uma hora de sono, mas causando pequenas perturbações nas crianças devido a alterações de ritmos. A pediatra Rosa Gouveia, da Sociedade Portuguesa de Pediatria, disse à Lusa que a mudança para a hora de Inverno, apesar de trazer vantagens, como o amanhecer mais cedo, «que vem compensar o anoitecer antecipado, não deixa de ser um artifício que vai, nos primeiros dias, afectar o ritmo habitual das crianças e dos pais». De acordo com esta médica, estas alterações verificam-se sobretudo no «horário das refeições, na hora de ir para a cama e na hora de acordar de manhã, assim como no horário escolar». A pediatra adverte que se as crianças forem «forçadas subitamente a seguirem um novo horário» podem apresentar episódios de irritabilidade e cansaço. Por esta razão, Rosa Gouveia aconselha que a transição da hora se dê de forma progressiva «recuando» os horários 10 ou 15 minutos por dia para que haja uma adaptação gradual. «Regra geral, ao fim de uma semana a criança já está adaptada», referiu. A hora de Inverno vai manter-se até ao dia 29 de Março de 2009, quando os relógios forem adiantados 60 minutos, dando-se entrada na hora de Verão.

http://diario.iol.pt/sociedade/hora-relogio-fuso-horario-inverno-criancas-escola/1005260-4071.html

2010/03/25

VAMOS AO TEATRO!!!


Acto II

E a tragédia continuou.
Com grande maneabilidade e descaramento, o cansaço arrastou-se pela casa, abriu torneiras, que pouca água deitaram, e como a água não aquecia, desistiu enfadonhamente deitando-me um olhar de papagaio e gritando com sofreguidão palavrões e ameaças, com terríveis prognósticos de descréditos e chalaças, que me deixaram de rastos lá no meu canto obscuro, já chateado e incomodado e um pouco taciturno.
Até as moscas libertas rodopiavam à minha volta em ousadas acrobacias como que alucinadas e incrédulas pela minha total indiferença e avançavam temerárias causando pruridos vários nos meus membros já inchados, causa provável da medonha inércia e total displicência a que me tenho sujeitado. Por toda a casa um odor fétido a manias, associadas criteriosamente à poeira como nuvens concentradas de lixo cósmico, arremessado de alguma galáxia distante, transportado em algum meteorito já arrefecido, caído na minha cozinha através do buraco negro do tecto sem cor, molhado, enegrecido pelas águas dos algerozes entupidos por detritos poluentes. Num tornado de inúmeras partículas coloridas mas selvaticamente desumanas para as minhas narinas sinusíticas, todo um mundo de inóspitas sensações que atropelam e causam fortes e tentadoras vontades de sair, sem destino, sem nome, sem roupa, sem género, sem raça, sem medo, sem cansaço, nem indiferença, nem ódios, nem críticas, nem nadas… e recomeçar, do menos infinito matemático, pelo menos até ao zero, seria óptimo!
Ansiosamente o silêncio regressou em tom de cálida e sonolenta melodia, entoada pelo côro, que não desarma e me embala nos dias frios e nas noites escuras e surdas de briszas, da minha existência.

O cansaço bateu-me à porta,
Transformada em ansiedades,
e sem que eu desse por isso,
perdi completamente as vontades.

Apesar de tudo, momentaneamente, senti-me de novo acompanhado, pois já a companheira solidão que se ausentara para visitar a amiga desilusão, que vive aqui por perto. A sensação era estranhamente inimaginável, uma simbiose perfeita que alimentaria, com certeza, todas as minhas descrenças e receios em dose dupla.
O que viria a seguir??
As poucas distracções de que uma mente inquieta pode desfrutar, cessaram abruptamente, privado de tal deleite e enquanto as minhas invasoras e incomodativas visitantes passavam pelas brasas, acorri à varanda do meu contentamento, sentimento ainda são, entre tanta insolvência.
Senti-me liberto por momentos e tentei saltar as grades; nas duas tentativas quebradas, aqui e ali por meras distracções.
Tentei uma terceira vez e foi de vez.
Saltei mesmo.

Prisioneiro do meu sonho

Fui Ícaro tal e qual,

C’oa vontade de servir

E uma nova alma encontrar.


Por vezes, tem as suas vantagens

habitar um rés-do-chão.

Podemos dar passos errados

sem nunca cair no chão.


Fiquei feliz e uma áurea nova renasceu em mim.


Senão fosse o meu cuidado, o Tareco da vizinha teria sido colhido por um inergumero qualquer, que ao telemóvel falando, no seu bólide lançado, descurou completamente a passagem daquele gato – e o Tareco de negro pêlo e de olhos esbugalhados, teria perdido uma vida das sete que lhe foi dado!

Imagino o cheiro horrível a gato morto na rua da minha vida, por três ou quatro dias…Que tragédia!!

E todos os gatos viriam. E todos os cães sentiriam…. (O cheiro é claro.) E as pessoas… e os bichos invadiriam a pacatez da rua… Mais uma tragédia seria!!


Enfim…


De novo o cansaço me chama. E a atroz indiferença que brama, reclama e chama palavras e gestos rudes.

E a solidão regressa fria e esfomeada. E a TV que não liga. E água que não aquece. E a braseira que não acende. E o PC que tem vírus. E o carro que não pega…e eu que planeava fugir de todos, tenho que me contentar com um mero sorriso matreiro que virá por aí, talvez acompanhado de redondo e poderoso chuto no traseiro...

(Continua)
João Belém
2010-03-25

VAMOS AO TEATRO!!?

Mais propriamente – à tragédia quase grega!

Cenário obscuro de luzes ténues e amarelecidas.

O côro virtual entoa um cântico funesto e irritante.

A escassa audiência admira já enfastiada pela demora.

O pano sobe va ga ro sa men te.

A tragédia já começou ainda antes de ter sido escrita:


I Acto


Entram os actores. Na sala semi-obscura, onde me encontro eis que alguém bate vertiginosamente à minha porta.

Sem medos nem receios, simplesmente fui abrir.

Eis que surge em túnica cinzenta e incaracterística, máscara hedionda no rosto – a indiferença.

É seguida por outra criatura sinistra trajada a perceito, entre a túnica e o esfregão, que da sua máscara branca e polida, de boca entreaberta, lábios grossos e negros, num esgar entre o sorriso complacente e a careta de escárnio que me olha fascinada, com olhos negros e, esticando o seu braço direito, me aponta intimidatoriamente a alva mão – eis o cansaço.

O cansaço e a indiferença,

(ideia porque ninguém passa);

decidiram as duas juntas

mudar-se pr’a minha casa!

Acomodaram-se de armas e bagagens, e do meu refúgio quotidiano, tudo devassaram. Entre diálogos ruidosos de críticas e ameaças, surgiram novas ideias, pr’a silêncios e muitas faltas. Falta de sorte e de palavras, de vontades e de alguma esperança, que de minuto em minuto se desvaneciam no ar, qual fumo inebriante que se esvaia por entre os dedos das mãos trémulas de intenso nervosismo.

Sentado ao largo, numa cadeira dura como as pedras duras da rua onde habito, olho-as estupefacto e incrédulo; interrogo-me e ouso questionar as invasoras, na busca incessante de diálogos construtivos:

Quem sois vós que ousais entrar

sem convite ou apresentação,

nos meus domínios morar,

quem vos deu autorização?

Indiferentes à questão que o cansaço ignorou, à pergunta criticou a sua amiga indiferença que refastelada no sofá olhava a TV, que abruptamente deixou de emitir qualquer imagem e som. E lá se foi também o vídeo e o leitor de DVD’s. Ali ficou a contemplar o écran vazio, a cassete que não saiu, o disco que não rodou, como se conseguisse discernir fosse que fosse naquela amálgama de tralha de marca que estupidamente também se estraga.

(Continua)

João Belém

2010-03-24

2010/03/16

Internetodependente...


As pessoas que passam muito tempo na internet e que, consequentemente, abdicam de outros aspectos da sua vida, são cinco vezes mais deprimidas do que os utilizadores que fazem um uso saudável da mesma. Quem o defende é um grupo de investigadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido. "A nossa pesquisa mostrou que o uso excessivo da internet está associado à depressão, mas ainda não sabemos o que vem primeiro - se as pessoas deprimidas são atraídas pela internet ou se a internet causa depressão", disse Catriona Morrison, uma das autoras do estudo. "Agora precisamos de investigar a natureza desta relação e avaliar a questão da causa", acrescentou. O estudo, que entrevistou 1.319 pessoas entre 16 e 51 anos, foi divulgado na revista especializada Psychopathology.
Segundo os investigadores, houve um pequeno grupo de 18 utilizadores (1,2%) que desenvolveu um hábito compulsivo de uso da internet, substituindo a interacção social da vida real, por salas de chat e sites de encontros. Estas pessoas também apresentavam níveis moderados a graves de depressão. "A internet tem muita importância na vida moderna, mas os benefícios são acompanhados por um lado mais sombrio", afirmou Catriona Morrison. "Enquanto muitos de nós usamos a internet para pagar contas, fazer compras e enviar emails, existe uma pequena parte da população que acha difícil controlar o tempo que passa online, até ao ponto em que isto interfere com as suas actividades diárias", concluiu a investigadora.
Para Vaughan Bell, do Instituto de Psiquiatria do King's College em Londres, o pequeno grupo de pessoas, identificadas como "viciadas na internet", têm problemas emocionais e as conclusões do estudo "não são uma grande surpresa". "Existem, verdadeiramente, pessoas deprimidas ou ansiosas para quem a internet se sobrepõe ao resto de suas vidas, mas existem pessoas com casos parecidos que vêem muita televisão, refugiam-se em livros ou compram compulsivamente”, explicou.

2010/03/08

Para as mulheres da minha vida


Parabéns
Para as mulheres da minha vida…
Para quem me teve e criou...
para aquelas que amei...
para aquelas que (quase) me estragaram a vida...
para aquelas que me amaram...
para aquela que me há-de amar...
para as que me encantaram...
para as que me fizeram cantar de felicidade...
para as companheiras que caminharam comigo...
para as amigas que me dão ombro...
para as que me ouvem em noites de desabafo...
para as que me escolhem para desabafar...
para as bonitas...
para as menos bonitas...
para as colegas que tornaram menos cansativos os dias de trabalho...
para as sonhadoras que viajaram comigo por tantos e tantos sonhos...
para aquelas que me levaram até ao próprio sonho...
para aquelas com quem sonhei...
para aquela com quem sonho todos os dias da minha vida...
para todas vós...
um muito OBRIGADO por existirem na minha vida...

Fiquem, pelo menos mais um dia
Se possível até ao resto da vida...
Pelo menos mais uma vida...

Obrigado.
8 de Março de 2010