A VISITANTE

… e devolveste-me a força do teu grande coração.

… e entoaste as palavras que me confortam a alma e me dão alento para os dias sérios e complicados.

e trouxeste de novo um acreditar numa áurea de esperança.

… e renovaram-se sentimentos.

… e as árvores floriram ao ouvir-te falar e cheias de flores embelezaram a minha gruta de murmúrios avivando-lhe as cores.

… e no tal canto da sala uma deusa esplendorosa pegou numa porção de sementes as quais espalhou pelo chão enegrecido, donde surgiam, aqui e ali, alguma vegetação verde e abundante, num sinal perfeito de renascimento.

…e, embora ténue, a silhueta maravilhosa “tocou-me” enfim o coração, cansado de prantos e desvarios.

… e trouxeste maravilhas… e curiosidades… e memórias de tantas saudades...

… e a sabedoria inundou ermos e espaços do meu pensamento impregnado de melancolias.

… e a amizade enlaçada com fios de seda de ternuras, e de coragem, e de força de vontades e persistências, resiste. Como se poderia esquecer!?

… e a tal lágrima furtiva numa lamechice espontânea apareceu risonha.

Qual Pandora, a Doadora de todos os Presentes.

João Belém 2011-01-07

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