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Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico 14:02 Sábado, 27 de Mar de 2010 | |
Lisboa, 27 mar (Lusa) - Portugal registou hoje um tremor de terra de 4,1 na escala de Richter, com epicentro a cerca de seis quilómetros a Leste da vila alentejana de Sousel, no distrito de Portalegre, informou o Instituto de Meteorologia (IM).
Segundo o comunicado do IM, o sismo foi registado às 13:37.
O Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora afirmou à Lusa que o sismo foi sentido em várias localidades do distrito, nomeadamente em Évora, Estremoz, Vila Viçosa, Arraiolos e Borba, não havendo até ao momento quaisquer vítimas ou danos.
Prisioneiro do meu sonho
Fui Ícaro tal e qual,
C’oa vontade de servir
E uma nova alma encontrar.
Por vezes, tem as suas vantagens
habitar um rés-do-chão.
Fiquei feliz e uma áurea nova renasceu em mim.
Senão fosse o meu cuidado, o Tareco da vizinha teria sido colhido por um inergumero qualquer, que ao telemóvel falando, no seu bólide lançado, descurou completamente a passagem daquele gato – e o Tareco de negro pêlo e de olhos esbugalhados, teria perdido uma vida das sete que lhe foi dado!
Imagino o cheiro horrível a gato morto na rua da minha vida, por três ou quatro dias…Que tragédia!!
E todos os gatos viriam. E todos os cães sentiriam…. (O cheiro é claro.) E as pessoas… e os bichos invadiriam a pacatez da rua… Mais uma tragédia seria!!
Enfim…
De novo o cansaço me chama. E a atroz indiferença que brama, reclama e chama palavras e gestos rudes.
E a solidão regressa fria e esfomeada. E a TV que não liga. E água que não aquece. E a braseira que não acende. E o PC que tem vírus. E o carro que não pega…e eu que planeava fugir de todos, tenho que me contentar com um mero sorriso matreiro que virá por aí, talvez acompanhado de redondo e poderoso chuto no traseiro...
Mais propriamente – à tragédia quase grega!
Cenário obscuro de luzes ténues e amarelecidas.
O côro virtual entoa um cântico funesto e irritante.
A escassa audiência admira já enfastiada pela demora.
O pano sobe va ga ro sa men te.
A tragédia já começou ainda antes de ter sido escrita:
I Acto
Entram os actores. Na sala semi-obscura, onde me encontro eis que alguém bate vertiginosamente à minha porta.
Sem medos nem receios, simplesmente fui abrir.
Eis que surge em túnica cinzenta e incaracterística, máscara hedionda no rosto – a indiferença.
É seguida por outra criatura sinistra trajada a perceito, entre a túnica e o esfregão, que da sua máscara branca e polida, de boca entreaberta, lábios grossos e negros, num esgar entre o sorriso complacente e a careta de escárnio que me olha fascinada, com olhos negros e, esticando o seu braço direito, me aponta intimidatoriamente a alva mão – eis o cansaço.
O cansaço e a indiferença,
(ideia porque ninguém passa);
decidiram as duas juntas
mudar-se pr’a minha casa!
Acomodaram-se de armas e bagagens, e do meu refúgio quotidiano, tudo devassaram. Entre diálogos ruidosos de críticas e ameaças, surgiram novas ideias, pr’a silêncios e muitas faltas. Falta de sorte e de palavras, de vontades e de alguma esperança, que de minuto em minuto se desvaneciam no ar, qual fumo inebriante que se esvaia por entre os dedos das mãos trémulas de intenso nervosismo.
Sentado ao largo, numa cadeira dura como as pedras duras da rua onde habito, olho-as estupefacto e incrédulo; interrogo-me e ouso questionar as invasoras, na busca incessante de diálogos construtivos:
Quem sois vós que ousais entrar
sem convite ou apresentação,
nos meus domínios morar,
quem vos deu autorização?
Indiferentes à questão que o cansaço ignorou, à pergunta criticou a sua amiga indiferença que refastelada no sofá olhava a TV, que abruptamente deixou de emitir qualquer imagem e som. E lá se foi também o vídeo e o leitor de DVD’s. Ali ficou a contemplar o écran vazio, a cassete que não saiu, o disco que não rodou, como se conseguisse discernir fosse que fosse naquela amálgama de tralha de marca que estupidamente também se estraga.
(Continua)
João Belém
2010-03-24
As pessoas que passam muito tempo na internet e que, consequentemente, abdicam de outros aspectos da sua vida, são cinco vezes mais deprimidas do que os utilizadores que fazem um uso saudável da mesma. Quem o defende é um grupo de investigadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido. "A nossa pesquisa mostrou que o uso excessivo da internet está associado à depressão, mas ainda não sabemos o que vem primeiro - se as pessoas deprimidas são atraídas pela internet ou se a internet causa depressão", disse Catriona Morrison, uma das autoras do estudo. "Agora precisamos de investigar a natureza desta relação e avaliar a questão da causa", acrescentou. O estudo, que entrevistou 1.319 pessoas entre 16 e 51 anos, foi divulgado na revista especializada Psychopathology.
Segundo os investigadores, houve um pequeno grupo de 18 utilizadores (1,2%) que desenvolveu um hábito compulsivo de uso da internet, substituindo a interacção social da vida real, por salas de chat e sites de encontros. Estas pessoas também apresentavam níveis moderados a graves de depressão. "A internet tem muita importância na vida moderna, mas os benefícios são acompanhados por um lado mais sombrio", afirmou Catriona Morrison. "Enquanto muitos de nós usamos a internet para pagar contas, fazer compras e enviar emails, existe uma pequena parte da população que acha difícil controlar o tempo que passa online, até ao ponto em que isto interfere com as suas actividades diárias", concluiu a investigadora.
Para Vaughan Bell, do Instituto de Psiquiatria do King's College em Londres, o pequeno grupo de pessoas, identificadas como "viciadas na internet", têm problemas emocionais e as conclusões do estudo "não são uma grande surpresa". "Existem, verdadeiramente, pessoas deprimidas ou ansiosas para quem a internet se sobrepõe ao resto de suas vidas, mas existem pessoas com casos parecidos que vêem muita televisão, refugiam-se em livros ou compram compulsivamente”, explicou.