PAULO PORTAS ABANDONA A GERINGONÇA DO CDS

PORTAS VAI DEIXAR A POLÍTICA - ESTOU ARRASADO
Paulo Portas vai abandonar a geringonça do CDS, perdão, a liderança. Eu fazia o mesmo: liderar o Telmo Correia, o Nuno Magalhães, o Nuno Melo, a Cecília Meireles, etc, é o mesmo que ter um skate no estacionamento e entrar no café com as chaves de um Mercedes na mão. O CDS de hoje em dia já não é um partido. Fazendo a analogia com a refeição de Natal, o CDS é a "roupa velha" da política. São os restos que não couberam no PSD e no PS. Por exemplo, Basílio Horta e Freitas do Amaral, mal puderam, puseram-se ao fresco. O CDS já foi o partido do furgão, do taxi, do monociclo, e com boa vontade, presentemente, é o partido do tuk. Tuk, porque não tem gente para encher um tuk tuk, daí só um tuk.
Paulo Portas sai, pois, após o fim da Coligação com o PSD, teria de resumir-se à sua insignificância, e voltar a ter a importância da porteira da cantina do Parlamento. Como sabemos, o "feiras", não sabe viver sem poder, poder que presidir a um dos partidos mais bizarros da história da democracia, não confere. Dá mais prestígio fazer parte do grupo de "amigos" do Santos Silva que fazer parte do CDS, mesmo que fosse somente para demolir a sede.
Lembram-se da rábula do irrevogável, para andar tudo atrás dele? Vejam a diferença: "Vou deixar o CDS". Fiz eu mais força para ele ficar, para nunca nos esquecermos de um dos símbolos mais deprimentes da política nacional, que os próprios colegas, que acham que Portas tem a importância para o partido de uma viola num enterro, ou das investigações policiais para descobrir culpados na falência dos bancos. Zero. Dizem coisas semelhantes às que uma mulher diz quando nos calça os patins: "és espectacular, mereces o melhor". Xau!
A SICN disse ontem que Portas troca a política pela "vida empresarial. Um homem em que todos lhe reconhecemos o jeito para o "negócio", não terá dificuldades em cobrar anos de dedicação desinteressada à causa pública. Facilmente irá trabalhar para a Ferrostal, empresa que comercializa submarinos (os tais); ou para a que perdoou 189 milhões de euros no negócio dos Pandur (outros tais), e que depois não quis explicar o porquê. Provavelmente tinha solário e branqueamento dentário nesse dia.
Se nenhuma proposta destas lhe agradar, pode sempre fazer uma perninha na Xerox, dado que também é mestre manusear papel, no caso, triturar documentos (mais tais) pela noite dentro.
Não falo no mal-entendido, certamente, do Palinho com a Universidade Moderna por me parecer que Portas não quer voltar a um local onde "já foi feliz", e onde não há mais nada de interessante - até o Jaguar em que andava, pago pela universidade, já não faz parte do espólio da instituição. É um homem habituado a bancos de pele e volante de pau, não se encosta em qualquer napa manhosa.
Um abraço Portas, e manda saudades, que é coisa que cá não deixas.

(In, https://www.facebook.com/finalmentesouumgajodesempregado/)

Sem comentários: