A comunicação social FALHOU!


A comunicação social portuguesa FALHOU nas notícias sobre o trágico acidente do helicóptero do INEM. A falta de respeito perante as famílias das vítimas do trágico acontecimento, proferindo a afirmação convicta da existência de quatro mortos antes de haver contacto e localização do aparelho no terreno, foi deveras desastroso. A comunicação social portuguesa MENTIU e demonstrou uma grave falta de sensibilidade que a vem dominando. É difícil acreditar que esta FALHA tenha vindo de jornalistas profissionais, pois não estávamos habituados a que esta área da sociedade portuguesa fosse minada por tamanha incompetência. Portugal estava  habituado a ter jornalistas competentes e sérios, com um jornalismo de excelência que dava gosto comprar, assinar e ler, em jornais, revistas e nas tv's.
O que todos os dias assistimos e lemos (quem ainda lê) é deveras humilhante e surpreendente.
Aprendizes de jornaleiros que ao proferirem uma falsa notícia a acumular a tantas e tantas que quase todos os dias nos tentam iludir e manipular, FALHAM e falham e voltam a cometer este lamentável erro de iludir as pessoas, para a estatística ou para anovela de vida real fomentadora de descrédito.
Com esta falsa notícia ficou mais uma vez demonstrada a péssima imagem da realidade do jornalismo sensacionalista português, fomentador de ódios e querelas, no intuito claro de denegrir um Estado democrático, vasculhando e inventando situações e cenas que componham um cenário de insatisfação que origine um clima de mêdo e descrença na opinião pública, que se repudia. Esta atitude é anti-social e anti-democrática.
Até quando?

João Belém
2018 12 20

Frederico Garcia Lorca, in memoriam

(Abílio Hernandez, 19/08/2018)

Na madrugada de 19 de agosto de 1936, os fascistas de Francisco Franco prenderam Federico García Lorca em casa de um amigo, o poeta Luis Rosales, levaram-no para Viznar, nos arredores de Granada e fuzilaram-no. A ordem de execução foi dada por José Valdés Guzmán, o fascista governador civil de Granada. Federico tinha 38 anos e era o maior poeta de Espanha. Os assassinos esconderam o cadáver, que nunca foi encontrado. Os fascistas têm medo de poetas e de homens livres.
ROMANCE DE LA LUNA, LUNA
La luna vino a la fragua
con su polisón de nardos.
El niño la mira, mira,
El niño la está mirando.
En el aire conmovido
mueve la luna sus brazos
y enseña, lúbrica y pura,
sus senos de duro estaño.
Huye luna, luna, luna.
Si vinieran los gitanos,
harían com tu corazón
collares y anillos blancos.
Niño, déjame que baile.
Cuando vengan los gitanos,
te encontrarán sobre el yunque
com los ojillos cerrados.
Huye, luna, luna, luna,
que ya siento sus caballos.
Niño, déjame, no pises
mi blancor almidonado.
El jinete se acercaba
tocando el tambor del llano.
Dentro da la fragua el niño,
Tiene los ojos cerrados.
Por el olivar venían,
Bronce y sueño, los gitanos.
Las cabezas levantadas
Y los ojos entornados.
Cómo canta la zumaya,
ay cómo canta en el árbol!
Por el cielo va la luna
con un niño de la mano.
Dentro de la fragua lloran,
dando gritos, los gitanos.
El aire la vela, vela.
El aire la está velando.
(In, https://estatuadesal.com/2018/08/19/frederico-garcia-lorca-in-memoriam/)

PRECÁRIOS INDIGNADOS

CEI OU NÃO CEI, eis a questão!


A dignidade de cada um de nós mede-se pelo actos que praticamos, nestes dias de “desemprego ocupacional” repleto de inércias e de tarefas pouco dignificantes, mas que são cumpridas com paixão e muito querer demonstrativas do nosso profissionalismo de que somos feitos e que jamais se perderá, perante os salpicos de indignação, discriminação e alguns murros no estômago que dia após dia nos tentam derrotar.


Os contratos de emprego-inserção têm servido para sujeitar milhares de desempregados a trabalhar a troco do subsídio de desemprego para o qual descontaram, quase como uma obrigação. Segundo a legislação, estas medidas visam melhorar os níveis de empregabilidade e promover a reinserção no mercado de trabalho dos cidadãos que se encontram em situação de desemprego… (…) 

Questão: Qual inserção? Onde? Quando?

Continua a haver uma culpabilização apontada aos desempregados pela situação em que se encontram, classificando-os inúmeras vezes como descartáveis, apelidados tantas vezes como “os do centro de emprego”, “os subsidiados” por terem falta de vontade de trabalhar, “os que querem receber sem trabalhar”, enfim, imensos cognomes de absoluta ignorância e má-fé por parte de quem tem responsabilidades e o poder de conceder emprego, de quem se assume com posição social e/ou capacidades de gestão empresarial. Mas que lhe faltam o essencial: sentimentos. 

Esta medida de apoio à falsa contratação, implementada através da Portaria 128/2009, surge como materialização dessa culpa, sujeitando os desempregados a perderem o subsídio ou outro Abono Social caso se recusem a compactuar com esta manobra política para manipular as estatísticas.

Questão: Mas, o que é afinal trabalho socialmente necessário? 

De acordo com a definição dada pelo IEFP, trata-se da “realização de actividades por desempregados inscritos nos centros de emprego que satisfaçam necessidades sociais ou colectivas temporárias, prestadas em entidade pública ou privada sem fins lucrativos”. 
Chamemos-lhe então pelo verdadeiro significado que é simplesmente uma clara exploração laboral, sem direito a salário e a um contrato de trabalho efectivo. Mas é o que há ou havia! 

A candidatura a estas medidas de apoio à contratação (sem contratação) não pode visar a ocupação de postos de trabalho, mas que se contradiz pela forma como a maioria dos ocupados se encontra nos locais de trabalho - efectivamente ocupados.

Enquanto se contratam e descartam trabalhadores sem emprego, o DESCRÉDITO instala-se. Os pensamentos e sentimentos negativos tomam conta de nós. E quanto maior for o tempo de espera maior é a tendência para se acentuar o DESESPERO, a sensação de INUTILIDADE e a REVOLTA. Há TRISTEZA em demasia, DEPRESSÃO, PERDA DE CONFIANÇA, a AUTO-ESTIMA degrada-se e tudo poderá culminar em bloqueio e tantas vezes em situações imprevisíveis e SEM RETORNO possível.

Perante esta panóplia de sentimentos e tormentos porque estão a passar os trabalhadores sem emprego também têm algo a dizer, a contar, a pedir urgência, a reclamar, a procurar ajuda para quem os ouça, os defenda, sinta o que eles sentem, pelo que passam, pelo que lutam, todos os dias e parece que quem decide resolveu esquecê-los. Mas há esperança! Tem de haver e quem tem esse “dom” de o mostrar tem urgentemente de o fazer e demonstrar.


Testemunho:

Sou um trabalhador DLD - desempregado de longa duração e no âmbito de uma medida de emprego do IEFP, fui contrato em 13 de Setembro de 2015 para desempenhar tarefas socialmente necessárias num Contrato Emprego Inserção num Instituto Público com termo em 13 de Maio de 2016 e PROMESSA VERBAL de prorrogação do mesmo até 13 de Setembro do corrente ano, afirmado por um superior hierárquico desse mesmo Instituto. Após a assinatura do referido contrato fui colocado num gabinete com trabalhadores contratados sem vínculo ao Estado mas com todas as regalias dos funcionários em serviços públicos, subordinados ao referido superior, que me esclareceu sobre as tarefas a desempenhar bem como cumprimento do horário de 8 horas diárias – 40h semanais; foram-me dadas as tarefas específicas para a função em causa, inclusivamente a possibilidade de saída em serviço externo para um dos serviços anexos do Instituto, a alguns quilómetros de distância da sede. A deslocação era feita em viatura do Instituto mas não seriam pagas refeições nem qualquer outro tipo de ajuda, contrariamente ao que acontece com os funcionários públicos em serviço externo. Por este motivo e porque tive de me deslocar para executar serviço externo, pelo qual tive de pagar o meu almoço no restaurante, solicitei um parecer junto do IEFP sobre esta matéria pelo que fui informado, de que não havia qualquer tipo de obrigação em deslocações em serviço ao exterior por parte dos ocupados dos CEI’s. Esta situação arrasta-se até ao momento e ainda não teve solução. A solução pessoal que encontrei será a de levar o próprio almoço, pois não me foi dada qualquer sugestão por parte do Instituto.

Através de fonte externa, fui informado de que a candidatura a que o meu CEI está associada prevê apenas 8 meses de tarefas socialmente necessárias sem qualquer prorrogação, pelo que solicitei, de imediato, com alguma estranheza e preocupação, junto do superior hierárquico do Instituto uma explicação sobre a situação do meu contrato, que inicialmente seria de 8 meses prorrogáveis até 1 ano, tal como me foi prometido verbalmente, mas agora, será apenas de 8 meses.
De referir que, recebo pouco mais de 570,00€ mensais e tenho despesas fixas de 650,00€, tendo de recorrer à ajuda de Familiar com escassos recursos. Quatro meses de Contrato são cerca de 700€, para quem ganha tão pouco, este valor equilibraria as contas correntes. Fiz uma previsão baseado nas promessas do dirigente público e a previsão saiu gorada e é uma atitude reprovável como a seguir descrevo:
A questão colocada foi estranhamente recebida, pois o dirigente responsável no Instituto em causa, alegando desconhecimento dos prazos do Contrato, apresentou a desculpa referindo-se a outros procedimentos contratuais utilizados em anos anteriores, que nada tinham a ver com a actualidade. Um desconhecimento e desactualização desta natureza por parte de um técnico superior e de dirigente público é inconcebível. Já anteriormente na assinatura do referido CEI, já tinha havido um esquecimento nas assinaturas dos responsáveis que obrigam o Instituto e oficializam os respectivos Contractos.
Errar é coisa de humanos, mas há erros caros que não se toleram vindos de quem desempenha funções públicas há imenso tempo.
O que é um facto real é que o meu Contrato que era inicialmente de 8 + 4 meses está agora reduzido em 8 meses, por descuido anómalo e/ou divergência hierárquica, que para esta Instituição, não influencia ou altera na sua dinâmica, pois não existem custos associados.
“E os desempregados que se arranjem. Arranjem trabalho, pois não querem fazer nenhum!”
Tal como me disse há dias um empresário, que só o é pelo cargo que ocupa por ser o proprietário, na Zona Industrial, que teve para comigo esta atitude, quando lhe pedi por trabalho e um carimbo na declaração de procura de emprego. Por muito pouco ia sendo “corrido” do estabelecimento. E já não é a primeira vez que atitudes desta natureza me surpreendem por cá.
Considero-me, por isto, perplexo, enganado e defraudado tendo já manifestado a minha indignação a quem acho de direito ouvir, por esta ilusão que me ofereceram, mas que vale de pouco. Não poderei reclamar mais perante seja quem fôr sob pena de vir a perder o meu sustento actual que se resume ao subsídio de desemprego e à bolsa de apenas 4 meses e uns dias, dos 9 inicialmente previstos e PROMETIDOS.
Haverá certamente mais casos idênticos com promessas iniciais e resoluções díspares, mas até ao momento, parece que ninguém tem um pingo de consciência e sensibilidade para informar e esclarecer o que quer que seja. Não é a legislação que sofreu qualquer tipo de alteração. Não são os CEI’s que têm mais ou menos prazos de concretização. Se são renovados ou não são. É sim um caso de desconsideração simples e cruel. De desinteresse. De “deixar andar o barco” pois ele não vai afundar por estar seguro à âncora estatal. É uma falta de muita coisa associada que parece mal e está mal.
No fim dos prazos, sejam eles longos ou curtos ou irrisoriamente absurdos (os de 3 meses), o fim inevitável de toda esta “geringonça” termina com um descartável adeus. Mas mantém-se os contra-sensos inevitáveis, o silogismo é lógico e pertinente - senão fazemos falta e se fomos requisitados, então é porque não havia número suficiente de efectivos ao serviço. Então em que ficamos? E se quem regressa, por direito da requalificação, recorre de imediato à baixa médica, algo se passa!
Pela esperança de que hoje em dia tanto se fala mas que ainda não se sente, não podemos esperar tanto tempo, desejamos ardentemente que não venha tarde, pois como eu, há muitos desempregados com os subsídios a terminar e já com complementos deste abono a meio termo.
Para muitos, à qual eu estou seriamente solidário, pondera-se uma solução drástica, a viabilidade de antecipação da reforma aos 57 anos com fortes penalizações e resultado irreversível e imprevisível....
Sou um DLD que PRECISA, como infelizmente milhares de desempregados em Portugal, com a MÁXIMA URGÊNCIA, de que alguma medida diferente, eficiente e real aconteça rapidamente e transforme o meu (de todos) DESESPERO e a ANSIEDADE numa, nem que seja pequena ESPERANÇA que nos faça viver de novo. Os CEI’s ajudam mas adiam o inadiável.
E não escrevo isto por parecer bem ou para impressionar seja quem fôr, muito menos para culpar ou estigmatizar pessoas.
O que sinto, é o que escrevo, porque o desejo e anseio ver mudada a vida que tanto custa a passar, nestas circunstâncias.
E que as conquistas alcançadas neste novo tempo de democracia plena e cívica, a que orgulhosamente pertenço, tenham valido a pena. Pois já não sei se vou conseguir resistir sem ajuda verdadeira e sem promessas.

PAULO PORTAS ABANDONA A GERINGONÇA DO CDS

PORTAS VAI DEIXAR A POLÍTICA - ESTOU ARRASADO
Paulo Portas vai abandonar a geringonça do CDS, perdão, a liderança. Eu fazia o mesmo: liderar o Telmo Correia, o Nuno Magalhães, o Nuno Melo, a Cecília Meireles, etc, é o mesmo que ter um skate no estacionamento e entrar no café com as chaves de um Mercedes na mão. O CDS de hoje em dia já não é um partido. Fazendo a analogia com a refeição de Natal, o CDS é a "roupa velha" da política. São os restos que não couberam no PSD e no PS. Por exemplo, Basílio Horta e Freitas do Amaral, mal puderam, puseram-se ao fresco. O CDS já foi o partido do furgão, do taxi, do monociclo, e com boa vontade, presentemente, é o partido do tuk. Tuk, porque não tem gente para encher um tuk tuk, daí só um tuk.
Paulo Portas sai, pois, após o fim da Coligação com o PSD, teria de resumir-se à sua insignificância, e voltar a ter a importância da porteira da cantina do Parlamento. Como sabemos, o "feiras", não sabe viver sem poder, poder que presidir a um dos partidos mais bizarros da história da democracia, não confere. Dá mais prestígio fazer parte do grupo de "amigos" do Santos Silva que fazer parte do CDS, mesmo que fosse somente para demolir a sede.
Lembram-se da rábula do irrevogável, para andar tudo atrás dele? Vejam a diferença: "Vou deixar o CDS". Fiz eu mais força para ele ficar, para nunca nos esquecermos de um dos símbolos mais deprimentes da política nacional, que os próprios colegas, que acham que Portas tem a importância para o partido de uma viola num enterro, ou das investigações policiais para descobrir culpados na falência dos bancos. Zero. Dizem coisas semelhantes às que uma mulher diz quando nos calça os patins: "és espectacular, mereces o melhor". Xau!
A SICN disse ontem que Portas troca a política pela "vida empresarial. Um homem em que todos lhe reconhecemos o jeito para o "negócio", não terá dificuldades em cobrar anos de dedicação desinteressada à causa pública. Facilmente irá trabalhar para a Ferrostal, empresa que comercializa submarinos (os tais); ou para a que perdoou 189 milhões de euros no negócio dos Pandur (outros tais), e que depois não quis explicar o porquê. Provavelmente tinha solário e branqueamento dentário nesse dia.
Se nenhuma proposta destas lhe agradar, pode sempre fazer uma perninha na Xerox, dado que também é mestre manusear papel, no caso, triturar documentos (mais tais) pela noite dentro.
Não falo no mal-entendido, certamente, do Palinho com a Universidade Moderna por me parecer que Portas não quer voltar a um local onde "já foi feliz", e onde não há mais nada de interessante - até o Jaguar em que andava, pago pela universidade, já não faz parte do espólio da instituição. É um homem habituado a bancos de pele e volante de pau, não se encosta em qualquer napa manhosa.
Um abraço Portas, e manda saudades, que é coisa que cá não deixas.

(In, https://www.facebook.com/finalmentesouumgajodesempregado/)

O COELHO, A AMIGA... E OS PALHAÇOS!

O coelho, a amiga e os palhaços vieram do país das maravilhas passear ao circo... mas perderam-se no caminho... e andam à deriva, praguejando com tudo e todos! O caminho mudou mas ainda não discerniram entre a realidade e a ilusão encardida! O desespero de não encontrarem a entrada para o seu mundo ilusório torna-os monotrematos, uma espécie de répteis viscosos e espinhosos que chafurdam na lama das suas existências raivosas. Encontramos alguns nas esquinas do país a conspirar, a formular estratégias para encontrar uma máquina do tempo que os faça regressar ao país de origem, qual cenário fantástico num filme real. Entretanto insistem em instalar-se como o Estado Instável e ameaçador que irá subjugar e manipular, mas como já é um mau hábito, ninguém os leva a sério... e não passam disto! Entretanto vão batendo o pé com a birra!

DESABAFO

Já estou a ficar sem paciência para tanta campanha contra um eventual governo de esquerda em Portugal!
Fazendo desde já um preâmbulo de que considero que o Partido Socialista deveria liderar a oposição e amarrar parlamentarmente os restantes partidos às suas iniciativas legislativas tenho a considerar:
1) Se realmente estão tão interessados em interpretar o sentido de voto dos portugueses aqui estão alguns números: a) 51% dos portugueses votaram contra as actuais políticas de austeridade, sobretaxa de IRS, jornada de 40H semanais, abolição de feriados e férias, corte nos salários, corte abonos de família, plafonamento da Segurança e a favor do reforço do Estado social, de mais direitos e segurança laboral;
b) 70% dos eleitores pronunciaram-se a favor da União Europeia, Euro, Nato, cumprimento das obrigações internacionais, contra a nacionalização da banca e de outros sectores de actividade;
2) As eleições legislativas não elegem directamente o Primeiro-Ministro. Elegem sim os representantes dos cidadãos, por cada círculo eleitoral, à Assembleia da República;
3) A Constituição não inibe a formação de coligações pré ou pós eleitorais;
4) Foi o Presidente da República que impôs como condição, para nomear um governo, a existência de uma maioria parlamentar;
5) O PS não pode ser forçado a "associar-se" ao PSD. Para tanta gente que quer interpretar o sentido de voto Socialista tenho a dizer que não votei para essa situação;
6) Gostaria de perguntar a quem votou PàF se concorda com a hipótese de uma coligação com o PS ou com a adopção do Programa eleitoral socialista;
7) Gostaria de perguntar a quem votou PSD em 2011, se a solução de governo conjunto com o CDS, estava previamente implícita e se concordavam com esse cenário;
8) Para quem diz que não é democrático dois partidos com cerca de 20% dos votos formarem governo pergunto então se é democrático o CDS estar há quatro anos na governação detendo pastas como Agricultura, Segurança Social, Economia, Ambiente e Ordenamento do Território;

O que é necessário perceber é que o mundo mudou e o equilíbrio de forças no parlamento também! A coligação pode saber interpretar o sentido de voto dos portugueses ou então resignar-se e perceber que a única solução de estabilidade governativa passa por um governo de esquerda!
Gonçalo Fernandes Costa

O "PREC" DA DIREITA

António Costa faz bem em manter o silêncio perante o ataque cerrado de que está a ser alvo por quem não aceita que tenha quebrado o tabú e obtido do secretariado nacional do PS um mandato para dialogar com todos os partidos e, portanto, também com o PCP e o Bloco de Esquerda. 
Costa não enganou ninguém, ao contrário do que dizem alguns comentadores, tendo na campanha eleitoral invocado sempre a sua experiência como presidente da Câmara Municipal de Lisboa em que estabeleceu acordos com esses dois partidos com os resultados que também nunca escondeu. 
Qual é então a surpresa? 
A hipocrisia de alguns comentários roça a obscenidade! Ouvimos agora a direita, e também jornalistas, afirmarem que o programa do PS é “casável” com o da coligação, quando durante toda a campanha fizeram desse programa o alvo das suas críticas! 
Quem esquece os ataques de Portas a Mário Centeno, o coordenador do programa económico socialista, ridicularizando o seu estatuto de académico e acusando-o de cair de pára-quedas no PS? Chama-se a isto desonestidade intelectual! 
Mas porque se critica então António Costa? Que se saiba, ele não disse que Passos Coelho não deva ser primeiro-ministro, pelo contrário, estranhou até que este não tenha apresentado propostas para uma negociação com o PS. Também não se lhe ouviu dizer que quer governar com o PCP e o Bloco ou mesmo chefiar um governo minoritário com apoio destes dois partidos. 
Mas é preciso perguntar: e se Passos e Portas não apresentarem uma solução governativa e um programa que o PS possa viabilizar? Pensarão os que criticam António Costa que o País deverá ficar sem governo apesar de existir uma solução alternativa ao governo da direita? Ou acharão que o PS deve apoiar a todo o custo um governo contra cujas políticas se candidatou? Isso sim, seria trair os seus eleitores. Obviamente que tendo ganho as eleições o PSD e o CDS devem governar se conseguirem apoio maioritário no Parlamento, isto é, se o PS aceitar as suas propostas. Mas isso não impede que o PS estabeleça conversações com os partidos à sua esquerda porque ainda cabe ao Parlamento aprovar leis e escrutinar os actos do governo. 
E, na vertente parlamentar, não faltarão iniciativas que necessitarão dos votos da esquerda. O pavor que se instalou no comentarismo nacional só porque António Costa, como sempre afirmou, procura entendimentos com o PCP e o Bloco, é um autêntico PREC de direita que visa chantagear António Costa e o PS. Pelos vistos, alguns membros destacados do PS também se afligem e amedrontam por o seu secretário-geral ter rompido, ao menos teoricamente, com a exclusividade do diálogo do PS com os partidos à sua direita! Tenham calma e deixem Costa trabalhar! 

Publicado em Outubro 11, 2015 por Estrela Serrano

SAÚDE MENTAL E ARTE, TEATRO E DANÇA


Dias 9 e 16 de Outubro - Teatro e Dança em Portalegre para dar visibilidade a projectos de reabilitação psicosocial. 
O Teatro e a Dança, dois eixos fundamentais para a reabilitação das pessoas com problemas de doença mental, vão marcar o mês de Outubro no Alentejo, onde se centralizam este ano as actividade do Projecto ‘Saúde Mental e Arte’ do Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção-Geral de Saúde.
Em Portalegre, a  Dança e o Teatro vão estar presentes nas sextas-feiras de 9 e 16 de outubro. No dia 9 de outubro os grupos Associação de Reabilitação e Integração da Ajuda - ARIA (Lisboa), Centro de Apoio Social do Pisão (Cascais) e Espaço T (Porto) vão realizar um flashmob a partir das 16 horas na Praça da República e à noite, pelas 21,30 horas, o grupo Recriar Caminhos (Coimbra) leva ao Centro de Artes do Espectáculo “Leituras Encenadas de Poemas de António Amaral Tavares”.

A 16 de outubro, pelas 21,30 horas será a vez do Grupo de Teatro do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa levar ao palco do Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre “Torcicolo – leitura com movimento”.

PORQUE É QUE O POVO NÃO PENSA?


Você sabe identificar a preguiça mental? A preguiça de pensar, a preguiça de escolher por si mesmo, a preguiça de elaborar raciocínios mais complexos. 

Você pensa por si mesmo? Você tem disposição para diferenciar o certo do errado? Preguiça eu sei que você não tem, por isso nem vou perguntar.
Não tem, né? Tudo bem, eu sei que ninguém é perfeito (ainda). Mas eu não me refiro à preguiça física, me refiro à preguiça mental. Um dos grandes males que afligem a população e que não é divulgado ou comentado nos veículos de comunicação tradicionais. Por que não falam sobre isso? Porque lhes convém, é isso que eles querem.
Você usa a internet, que ótimo. Ela nos proporciona todas as informações de que precisamos, basta saber procurar. Mas a maioria da população ainda segue o caminho recomendado pelos meios de comunicação tradicionais, principalmente pela televisão. E o que a televisão quer é o rebanho dócil, permanentemente conduzido para o abatedouro do consumo sem reclamar. É isso o que ela quer, só isso. O nosso consumismo. Enrolam você com programas ridículos recheados de publicidade para que você consuma, consuma, consuma…
Mas não é sobre consumismo que quero falar, é sobre a preguiça de pensar, a preguiça de escolher por si mesmo, a preguiça de elaborar raciocínios mais complexos. Não sou melhor que ninguém por ser espírita. Nunca conheci um ateu burro. Nem mau-caráter. Mas não se pode negar que o espiritismo, para ser bem compreendido, exige estudo, exige raciocínio. É verdade que muitas pessoas são espíritas por simples simpatia, outras por gostarem do caráter consolador dos romances espíritas, não há nada de errado nisso.
Mas em qualquer área, para que haja um maior aprofundamento no assunto, é preciso esforço mental. É assim em todos os ramos da ciência. Mas você espera que a televisão aborde qualquer tema mais complexo? Vai esperar eternamente. Por isso devemos valorizar o acesso à informação que temos através da internet, as trocas de experiências que se verificam nas redes sociais, e nos empenharmos cada vez mais em fazermos a diferença.
Não podemos esperar pelo governo, pela grande mídia, pelos grandes líderes. Você é mais importante que qualquer liderzinho de rebanho. Você não decorou meia dúzia de textos para despejá-los a vida inteira nos penicos auriculares das dóceis ovelhinhas. Você não é sábio de um livro só, você não conquista as pessoas com bajulação e promessas. Você é você mesmo, se esforçando para ser melhor a cada dia (estou certo, né?).
Não importa se você tem crença ou não, no que você acredita ou deixa de acreditar. Não permita que alguém empurre suas próprias verdades pra cima de você. Não aceite ideias alheias sem discutir com você mesmo. Pois o raciocínio é isso, uma discussão interna. Você tem inteligência; use-a (Já dizia o velho e bom Allan Kardec que o espiritismo é a fé raciocinada…).
Não faça parte da massa. A massa é burra. Preconceito? Discriminação? Preconceito e discriminação é o que fazem com a massa, não o que dizem dela. A massa é composta por pessoas. E nós não podemos obrigar um a um a abrir os olhos, a se informar, a pensar por si mesmo. Isso é uma prerrogativa pessoal, individual. E é um longo processo.
Pense por si mesmonão aceite pacotes de ideias prontas. Saiba diferenciar o certo e o errado, não apenas como questões morais, mas como dados formadores de opinião. Uma mesma fonte pode lhe oferecer verdades importantes junto com opiniões próprias desacertadas (este site é um exemplo; não aceite o que você lê sem se questionar).
Vivemos um período privilegiado, temos acesso a toda informação possível. Temos a possibilidade de conhecer pessoas especiais, com ideias e posicionamentos de vanguarda. Quem sonharia isso pouco tempo atrás? Mas isso não é pra preguiçosos mentais…
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NO DIA 4 DE OUTUBRO VOU PENSAR NOS ÚLTIMOS 4 ANOS

No dia 4, na mesa de voto, vou pensar nos últimos 4 anos, principalmente em: - Número de portugueses, acima de tudo jovens, que saíram do meu país. - Cortes nos ordenados, pensões e subsídios. - Número de funcionários públicos que foram despedidos - Aumento do horário de trabalho recebendo o mesmo ordenado - Sobretaxa de IRS - Aumento do IVA da restauração - Número de empresas que faliram - Aumento da dívida pública - Encerramento de tribunais, juntas de freguesia e extensões de saúde - SITIUS - Despedimento de professores - Redução de dias de férias e feriados sem qualquer ganho de produtividade - Aumento do IMI por força da reavaliação dos imóveis - Venda da REN, EDP, ANA, TAP, etc. - Aumento de famílias em risco de pobreza - Regresso ao Estado Novo com a criação da "sopa dos pobres" - Falência de famílias - Injecção de dinheiro no BES que todos os contribuintes vão pagar - Controlo dos principais canais de TV. Morais Sarmento (PSD) na RTP, Marques Mendes (PSD) na SIC e Marcelo (PSD) na TVI - Filhos que regressam desempregados a casa dos pais - Famílias que perderam o emprego, a casa, o carro, entre outros - Etc, etc, etc. EU VOU PENSAR EM TUDO ISTO! E VOCÊ?

Conselho de Prevenção Civil usou foto da criança síria para apelar que se ensine os filhos a nadar

Gente sem o mínimo de dignidade nem de valores humanistas, não deveriam ocupar cargos públicos. 

O Conselho Português de Prevenção Civil (CPPC) recorreu à imagem do menino sírio morto numa praia turca para alertar para o problema dos afogamentos.
A dramática imagem que corre mundo desde quarta-feira foi usada em dois post no Facebook do CPPC. Num deles, com a seguinte mensagem: “Ensine o seu filho a nadar, para não passar o resto da vida a lamentar!”
E prossegue: “Embora a imagem seja de uma criança migrante que infelizmente morreu na travessia, estas imagens devem ter por utilidade a dupla sensibilização pelo drama da migração e simultaneamente de ação preventiva dos afogamentos em quaisquer circunstâncias”.
Num outro post, o CPPC coloca a imagem ao lado de um outra onde se vê um grupo de pessoas a tentar devolver ao mar um cetáceo encalhado numa praia e acrescenta a seguinte mensagem: “Lamentamos a morte de crianças mas pouco fazemos para evitar estas tragédias. Infelizmente mobilizamo-nos mais por outras espécies animais do que pela nossa própria espécie”.
Contactado pelo “Público”, que avançou a notícia, João Paulo Saraiva, presidente do CPPC, diz que as reações muito críticas a estes posts surpreenderam a organização, que é não-governamental. “Não compreendemos”, refere, citado pelo “Público”. Entretanto, os dois posts, sobejamente criticados, já foram retirados do Facebook.
Entretanto, o CPPC já publicou um post em que pede desculpas pelo sucedido.
(In, http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-09-03-Conselho-de-Prevencao-Civil-usou-foto-da-crianca-siria-para-apelar-que-se-ensine-os-filhos-a-nadar)

Em 4 anos de coligação PSD/CDS Portugal REGREDIU!

Em 4 anos de coligação PSD/CDS Portugal REGREDIU! 

A dívida externa aumentou 36%, os números do desemprego são MARTELADOS com recurso a acções de formação e a estágios. 

O rendimento das famílias, as que felizmente ainda têm rendimento, foi brutalmente reduzido, os pensionistas foram e continuam a ser vergonhosamente ROUBADOS. 

O estado de sectores essenciais da sociedade como a saúde e a justiça é CAÓTICO. 

Um estudo da Dinheiro Vivo conclui que o governo de Passos Coelho RETIROU 3,6 mil milhões de euros aos salários tendo OFERECIDO um aumento de 2,6 mil milhões ao capital. 

Temos cada vez mais crianças com FOME, temos cada vez mais idosos SEM CAPACIDADE para comprarem os seus medicamentos, o recurso à justiça é IMPENSÁVELl, não há dinheiro para TAXAS, o recurso à saúde pública é para ricos, não há dinheiro para taxas.

O Tribunal de Contas acusa e alerta de irregularidades que foram cometidas e que prejudicam os Portugueses entre as quais as da ADSE e do Fundo de Resolução Orçamental.

O Estado escondeu 11 mil milhões de euros em despesas e injectou em empresas públicas 1.700 milhões de euros que não contabilizou. Mais de mil milhões de euros dos nossos impostos não foram contabilizados como receita. Contrariamente ao que apregoam, a despesa pública aumentou 8%, sendo por isso considerado já um Estado GASTADOR.

O Património Público é vendido ao desbarato e às escondidas. 

É altura dos Portugueses dizerem BASTA! 

Votar em maioria no PS e eleger ANTÓNIO COSTA como Primeiro-Ministro de Portugal.

'Assédio' em concursos televisivos dá direito a queixa

Os programas de entretenimento da RTP, SIC e TVI costumam apelar aos telespectadores que participem nos concursos divulgados pelas estações. Através desta participação, que implica uma chamada telefónica (com o custo de 0,60€ + IVA), as pessoas acreditam que se estão a candidatar a um prémio monetário elevado. 
Por esta insistência por parte das estações televisivas, “a Associação Portuguesa de Direito de Consumo (apDC) apresentou à Provedoria da Justiça e à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) uma queixa contra o assédio realizado pelos canais de televisão”, lê-se num comunicado enviado à redacção. 
A Associação acredita que estes constantes apelos feitos pelos apresentadores destas estações são, em geral “pouco claros, abusivos e violam a lei”.
“É inadmissível a forma insistente e pouco digna como os apresentadores de televisão apelam às pessoas para ligarem para aqueles números 760, de valor acrescentado, a troco de um prémio chorudo que nem sequer é o que parece”, afirma Mário Frota, presidente da apDC. “Não só não são claros a explicar que o prémio não será entregue em dinheiro, mas sim em cartão de crédito, como repetem à exaustão a pedinchice”, reclama.
O negócio das chamadas de valor acrescentado já mostrou ser bastante rentável para, entre outros intervenientes, os próprios canais de televisão: Em 2013, os lucros da SIC e da TVI cresceram significativamente, assentes também nas receitas publicitárias e no retorno de mais de 70 milhões de euros resultante destas chamadas, segundo dados divulgados na Imprensa.

Apesar de recentemente os três canais generalistas – RTP, SIC e TVI – terem entregue à ERC uma proposta conjunta de autorregulação para estes concursos, a apDC considera que a Provedoria da Justiça tem obrigação de actuar.

PRIMEIRO-MINISTRO À BEIRA DO ABISMO


Não é surpresa para ninguém que Pedro Passos Coelho tem um sério problema com a verdade, é coisa que não lhe assiste. 

Yanis Varoufakis disse que preferia cortar um braço a ter de assinar o acordo que considerava mau para o povo grego. 

Passos Coelho se uma vez na vida falasse verdade certamente esse momento seria aquele em que confessaria que preferia cortar um braço a ter de falar verdade. Sempre assim foi, o felizmente quase ex-primeiro ministro é a personificação da personagem principal da história Pedro e o Lobo, no que dia em que conseguir vencer a patologia que o leva a mentir cada vez que abre a boca, no dia em que diga uma verdade ninguém vai acreditar nele. 

Foi com mentiras que Pedro Passos Coelho chegou ao poder, foi com mentiras que Pedro Passos Coelho se manteve no poder e será com mentiras que Pedro Passos Coelho vai, embora já vá tarde, sair do poder. 

Não se contenta com as mentiras que diz, complementa-as dizendo que as mentiras que ele disse não foram ditas por ele, faz lembrar a anedota do Bocage. Tenta passar um atestado de estupidez aos portugueses relegando para mitos urbanos as patranhas com que vive. 

A lista das mentiras seria interminável, dizer que dava para um livro seria muito redutor, daria mesmo para uma enciclopédia. Fiquemos apenas com uma, uma das que serviram para enganar o povo eleitor, uma das que serviram para que Passos Coelho tomasse de assalto o poder. “Nós calculámos e estimámos e eu posso garantir-vos: Não será necessário em Portugal cortar mais salários nem despedir gente para poder cumprir um programa de saneamento financeiro”.

Para que fique claro não existe nenhuma contradição na afirmação de que Passos Coelho tomou de assalto o poder. Uma coisa é ter sido eleito com base num programa e com base em promessas que não tinha intenções de cumprir outra, bem diferente, é ter continuado agarrado ao poder com a cumplicidade do presidente da república no mais desrespeito pelo mandato que lhe tinha sido conferido pelo povo. 

Ontem, no congresso nacional dos economistas, Pedro Passos Coelho resolve dizer meia verdade. Resolveu dizer que ao longo destes quatro anos muitas vezes se sentiu à beira do abismo. Foi apenas meia verdade, se num momento único de honestidade Passos Coelho tivesse dito a verdade teria dito: Ao longo destes quatro anos muitas vezes me senti à beira do abismo. Nesses momentos aproveitava para empurrar uns quantos desempregados, uns quantos pensionistas para o abismo”

Pedro Passos Coelho que chegou ao poder recorrendo à manipulação e a campanhas de comunicação (um dia saberemos quem as pagou) continua a utilizar as mesmas armas numa desesperada tentativa de se agarrar ao poder.

Estará com algum receio de cair da cadeira, temerá ele que após a queda do regime se faça justiça ganhando ela a camisola com o número 45 nas costas?

Não é verdade que Portugal esteja melhor! 

A dívida externa aumentou 30%, os números do desemprego são martelados com recurso a acções de formação e a estágios. 

O rendimento das famílias, as que felizmente ainda têm rendimento, foi brutalmente reduzido, os pensionistas foram e continuam a ser vergonhosamente roubados. 

O estado de sectores essenciais da sociedade como a saúde e a justiça é caótico. 

Um estudo da Dinheiro Vivo conclui que o governo de Passos Coelho roubou 3,6 mil milhões de euros aos salários tendo oferecido um aumento de 2,6 mil milhões ao capital. 

Temos cada vez mais crianças com fome, temos cada vez mais idosos sem capacidade para comprarem os seus medicamentos, o recurso à justiça é impensável, não há dinheiro para taxas, o recurso à saúde pública é para ricos, não há dinheiro para taxas. 

Mas… toquem as trompetas… Há dinheiro nos multibancos! Será que não passa por estas “brilhantes” mentes que é irrelevante haver dinheiro nas maquinetas se o povo não tem hipótese de o levantar? Não têm porque ao longo de quatro anos foram espoliados! 

Diz Pedro Passos Coelho que Portugal não é a Grécia pois não, as diferenças são muitas. Em Portugal temos um governo servil e que se serve, um governo subserviente às ordens imperialistas, um governo que tem por principal missão empobrecer o povo e “vender” todo o património público

Não é só o governo que é diferente em Portugal, também o povo o é. Os portugueses vindos de 4 décadas de ditadura depararam-se com uma festa com cravos que pensaram ser uma revolução. Ficaram convencidos que as revoluções eram uma espécie de passeio pelo jardim. 

Acordem lá, abram os olhos ou quando derem por isso estão a passear no jardim mas é no “jardim da tabuletas”.

Jacinto Furtado
(In,http://www.leituras.eu/out.phpurl=http%3A%2F%2Fwww.noticiasonline.eu%2Fpassos-coelho-a-beira-do-abismo-por-jacinto-furtado%2F)

A PRAGA DOS TELEMÓVEIS

Se é indiscutível que o telemóvel trouxe inúmeras vantagens às pessoas, também é certo que tem as suas desvantagens. Mas já lá vamos.
É uma grande vantagem o facto de, na ocorrência de qualquer incidente, podermos de imediato socorrer-nos dele para chamar ou avisar alguém e assim obter auxílio. Também não é menor conveniência o facto de estarmos sempre contactáveis. Era uma chatice quando saíamos de casa ou do trabalho e o telefone (fixo) ficava entre quatro paredes. Restava-nos o atendedor de chamadas que, em caso de urgência, não resolveria coisíssima nenhuma. Apenas ficávamos ao corrente de quem nos ligara na nossa ausência.
A questão que se coloca é que, andando nós sempre com o telemóvel no bolso, a cada instante ele poderá tocar e nós termos de atender. Se para mim já é embaraçoso ter de comunicar na presença de estranhos, não menos embaraçoso me é que os outros o façam a meu lado. Nada é mais irritante, no meu ponto de vista, do que ter de acompanhar a conversa de alguém ao telemóvel, num estabelecimento público, numa fila de espera, no comboio, por incrível que pareça até mesmo na igreja...
Estamos estupidamente a comprometer a nossa privacidade ao atender chamadas e ter conversas supostamente privadas em público. Eu não tenho curiosidade nenhuma em relação a conversas alheias, mas sou obrigado a escutá-las! E o teor de algumas delas oscila entre o ridículo, o trivial, o romântico e o ordinário... numa total falta de respeito.
Quase como ir no comboio e o par da frente ou de trás ir constantemente a falar, fazendo-nos testemunhas desse diálogo. Claro que isto tem uma vantagem do ponto de vista sociológico: é que afinal apercebemo-nos de que a vida de cada um de nós não se distancia muito e os motes para as conversas são idênticos: as mães-galinha preocupadas com os filhos, as conversas entre apaixonados (e todas as conversas de amor, como todas as cartas de amor, são ridículas. Nós, que as dizemos, não nos apercebemos, mas apercebem-se as pessoas de fora), as conversas a transpirar virilidade entre amigos...
Com certeza já se aperceberam do quão esquisito é tudo isto. Sermos ouvidos nas nossas conversas e ouvirmos as dos outros... E embora haja gente que gentilmente se afasta de modo a falar mais recatamente ou de modo a não ouvir as conversas dos outros, também há aqueles que fazem questão de falar mais alto do que o necessário ao telemóvel ou que, na presença de uma conversa de outrem, apuram a sua acuidade auditiva até ao limite, para não lhes escapar pitada... e tantas vezes para dar nas vistas. Como lhes disse, não diferimos muito uns dos outros nas conversas que temos, mas isso não quer dizer que abdiquemos da nossa privacidade e nos expunhamos de forma tão evidente.

Rogério Medeiros
(In, http://poetaromantico.blogspot.pt/2011/08/praga-dos-telemoveis.html)